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9 de abril de 2013

Correspondências: Saiba como fazer amigos(as) através delas


Vocês já devem ter visto por aí que muitas blogueiras fazem e mantêm amizades através de cartas. Perdi as contas de quantas vezes vi postagens do tipo "Visita do carteiro" e de quantas estas aumentaram a minha vontade de fazer o mesmo. Foi essa vontade/curiosidade que me levou a conhecer a Endry, do Sonhos de Princesa.

A Endry teve a genial ideia de criar um grupo para troca de cartas: o Clube da Carta - Wonderland! Fala sério com esse nome. Eu só queria trocar cartas com alguém e encontro um clube chamado Wonderland! "Maravilha".

"O clube consiste num grupo de pessoas, tanto do Brasil, quanto de fora, que trocam cartinhas", diz ela. Confesso que fiquei meio perdida no início, mas tirei as minhas dúvidas por lá mesmo conversando com o pessoal.

Endry se encarrega de montar as rodadas; cada rodada tem um tema que é escolhido por votação. Então, ela cria um evento convidando todos a participarem, e quem confirmar presença deverá ficar atento ao sorteio. Neste sorteio, você é indicado para enviar carta para uma pessoa, mas receberá de outra. Ou seja, você acaba conhecendo duas pessoas!

Para quem gosta de escrever é uma delícia! Escrevo muito, divido fofuras, conto histórias, descubro outras incríveis e faço amizades, que são muito especiais!
- Endryelle Santos 

Acredito que a próxima pode demorar a acontecer, pois a sexta rodada acaba de sair. Contudo, você pode ir dando uma olhada para aprender e ter ideias. Aparece lá, só não esquece de ler as regrinhas!

19 de março de 2013

Presentinhos da Filha de José

 Hoje fui agraciada com dois marcadores de página incrivelmente lindos que a Ana Virgínia do Filha de José me enviou. A Ana é uma moça que mantém o hábito de espalhar amor por aí e foi querendo saber mais sobre isso que cheguei até o blog dela. O método me lembrou muito a personagem Amélie! Dê uma olhada!

A cartinha que me acordou. O carteiro passa bem cedo aqui...
É até mais prazeroso ler com um desses!
E foi ela quem fez!
Se você gostou, ela ensina a fazer! É bastante simples e o resultado é lindo!

Obrigada, Ana!

18 de janeiro de 2012

Fechando umas portas, abrindo outras... Ou deixando todas entreabertas?

Das mais profundas áreas do meu coração, 18 de janeiro de 2012.

Amado Leahpar,

É cedo, mas resolvi levantar já que torturantes lembranças devoram meu sono. A imagem do seu rosto, antes tão viva e fiel, agora já meio vaga e branca parece me atormentar cruelmente. Há duas semanas tem sido assim. Eu tenho visto filmes e saído bastante. Eu me permiti conhecer uns caras, devo lhe dizer; mas não consegui preencher o espaço vazio deixado por ti - o que me doeu ainda mais. Ah, e quanto aos filmes, eu tive a tolice de assistir aos que você havia me recomendado e, ah, como temos coisas em comum... Eles são fantásticos! (não, eles eram de terror, não fantásticos). Olha, desde que resolvi fingir que você não mais existe, tem sido difícil, mas como vê... A sua imagem já está vaga e branca; o que prova que estou conseguindo, não acha? 
Eu - que nunca tive uma excelente forma física, exceto pelas notáveis curvas delineadas - estou ainda mais pálida e magra. Não que eu esteja sendo dramática ou coisa assim... Eu juro que tentei por garganta abaixo, mas tudo insiste em voltar. Olha, sente alguma semelhança nisso? É, eu não lhe contaria isso se não quisesse chegar nesse ponto.
Então eu continuo tentando encontrar uma forma de remover essas garras que eu mesma cravei em mim. E calma, não vai demorar, eu prometo. Logo se verás livre. E eu também. Ainda estou pensando... 
Enquanto penso, posso te contar como tem sido? Primeiramente, não se sinta culpado, (sei dessa sua mania) porque fui eu que me submeti à isso. E segundo, você vai rir.
No sábado seguinte ao nosso último encontro, embora eu ainda não acreditasse que nossa relação pudesse ter se tornado tão fria e entediante (sabe como a real demora a cair pra mim: como uma mãe que vai dando uma sopa ao filho, colherzinha por colherzinha, ao passo que ele a enrola), eu sabia que tinha que ir pra algum lugar, fazer algo. Confusa assim, saí. Entrei naquele bar que fica a menos de cem metros de sua casa, famoso pelas confusões e baixarias que rolam por lá. Alguns marmanjos enchiam a cara pra comemorar um gol, foi nesse instante que entrei sem sequer olhar pro seu portão. Pedi um copo e nele coloquei cerveja da garrafa de um dos caras, dois deles me olharam sem entender. E também fingi que não estava entendendo nada. Outro gol. Pulei, gritei. Logo me tiraram de lá... Time errado. Time errado, porra. Fui para casa. Novamente não olhei pro seu portão. Nesse dia eu dormi, nos seguintes não. 
Paro agora de contar minha façanha, já deve ser o suficiente. Acabo de receber a notícia que o removerá de minh'alma. Vou-me embora, passei naquele vestibular. O do Sul. Bem longe. Num instante começo a arrumar as malas, você não entra na bagagem. Eu deveria estar feliz, não é? Quer dizer, eu estou. Estou sim. Não apareça pra explicar nada. Eu ficarei bem e não tenho dúvidas de que você também. Não se esqueça de que faço isso por sublime amor. 


De sua mais doente paixão, eu.


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