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18 de novembro de 2013

Autorretratos das minhas colegas

Conforme prometido na última vez que estive aqui, seguem os autorretratos de algumas das minhas colegas. Engraçado como a fotografia pode nos provar que somos ímpares em relação aos outros e como os gostos, a maneira de pensar, a cultura e tantas outras coisas podem definir alguém. Só depois de reunir essas fotos aqui foi que me deparei com esse choque tremendo de personalidades!

Alice (o nome mais lindo do universo), a menina que compra - rouba - livros
Marilia, a feminista
Monalisa Pocahontas 
Yasmin Imagine
Ah, A Yasmin tem um blog também! Não deixem de fazer uma visita!

18 de setembro de 2013

O diário de Anne Frank X O diário de Helga

Se você já leu "O diário de Anne Frank" e gostou, chegou a hora de conhecer "O diário de Helga"


Bom, "O diário de Helga" remete-nos automaticamente ao diário de Anne Frank não só pelo título, mas também pela temática. Não quero trair nenhum dos livros ao dizer que um é superior ao outro. 

Em Anne, eu pude notar o quanto foi difícil se manter escondida, conviver com pessoas egoístas, não poder estudar e levar uma vida normal e digna como qualquer ser humano. Helga, por outro lado, me abriu ainda mais os olhos para as limitações e humilhações as quais os judeus foram submetidos, de como foram forçados àquilo e de como eles se resignaram sem demonstrar emoções — para não dar aos "alemães puros" o que eles queriam: a tristeza em seus olhos. Helga me trouxe a realidade de dentro dos campos de concentração: como era a organização, os hábitos alimentares, a proliferação das doenças, as mentiras frequentes sobre "transferências" para outros campos — que geralmente significava o extermínio dos "transferidos".


Além dos relatos diários, existem também muitos desenhos (os dessa postagem são originários da obra) feitos pela própria Helga que enriquecem a história e ajudam o imaginário na visualização do ambiente descrito.

É um livro que, pelos seus relatos, implora que histórias como a dessa menina não se repitam. O legado desse regime que desconhece o respeito ao próximo, o direito à vida, a dignidade em todos os aspectos é nefasto e serve de lição para o futuro. A única crítica é que a editora utilizou-se do diário de Anne para promover o de Helga, o que faz parecer que este último é algo como "mais do mesmo". No entanto, a vida de Helga durante o holocausto é retratada em outro ponto de vista, afinal Anne ficou confinada num esconderijo e Helga nos repugnantes campos de concentração.


Ainda fazendo comparações, digo que "A menina que roubava livros" é uma droga perto dessas narrativas reais, mas não apenas por isso e sim, principalmente, porque a ideia de Zusak foi brilhante, porém muito mal aproveitada. Se você quer conhecer mais sobre como se desenvolveu a política do holocausto sobre os judeus, leia os diários. 


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