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18 de novembro de 2013

Autorretratos das minhas colegas

Conforme prometido na última vez que estive aqui, seguem os autorretratos de algumas das minhas colegas. Engraçado como a fotografia pode nos provar que somos ímpares em relação aos outros e como os gostos, a maneira de pensar, a cultura e tantas outras coisas podem definir alguém. Só depois de reunir essas fotos aqui foi que me deparei com esse choque tremendo de personalidades!

Alice (o nome mais lindo do universo), a menina que compra - rouba - livros
Marilia, a feminista
Monalisa Pocahontas 
Yasmin Imagine
Ah, A Yasmin tem um blog também! Não deixem de fazer uma visita!

7 de outubro de 2013

De volta aos Quinze, Bruna Vieira

Talita Neres

Já pensou em como seria a sua vida se você pudesse voltar no tempo? Acho que todo mundo já pensou em voltar no tempo alguma vez, seja pra viver algo novamente ou pra mudar algumas coisinhas. 

No livro, Anita é uma moça de 30 anos que tem uma vida monótoma e totalmente diferente do que ela tinha sonhado. Ela é pressionada e julgada pelas pessoas ao redor por ter se tornado uma mulher tão frustrada. Mas, de repente, uma amiga lhe envia um e-mail com o link de um blog antigo e de repente... De volta aos quinze, mas com a cabeça de 30 e a oportunidade de refazer a vida. 


"De Volta Aos Quinze" faz parte de uma trilogia que, se você adora romances românticos, muito provavelmente vai ficar ansioso e com vontade de saber o que vai acontecer na sequência. O livro é voltado para o público adolescente, mas é impossível não se apaixonar. E de verdade, você terá a sensação de estar voltando aos quinze, aquela história de primeiro amor, paixão pelo melhor amigo, a viagem dos sonhos e alguns erros comuns da adolescência. 


A linguagem do livro é bem simples, as letras são numa fonte com tamanho agradável para ler. A história é tão envolvente que dá vontade de ficar lendo sem parar nenhum instante, tanto que li tudo em apenas um dia. Cheio de ilustrações fofas e aquelas playlists que você vai (com certeza) pesquisar depois. "De Volta Aos Quinze" mal chegou às livrarias e já está na listas de livros mais vendidos, por um simples motivo: é muito gostoso de ler!


"Passamos a vida inteira assim, nos adaptando ao mundo. Acumulamos pessoas e histórias que um dia vamos contar para alguém. Mas, e se, por um segundo, pudéssemos fazer o caminho inverso? Ler nossa própria história e escrevê-la novamente? Ontem, com a cabeça de hoje. Será que isso resolveria? Seria essa a fórmula da felicidade? A solução de todos os nossos problemas?"

18 de setembro de 2013

O diário de Anne Frank X O diário de Helga

Se você já leu "O diário de Anne Frank" e gostou, chegou a hora de conhecer "O diário de Helga"


Bom, "O diário de Helga" remete-nos automaticamente ao diário de Anne Frank não só pelo título, mas também pela temática. Não quero trair nenhum dos livros ao dizer que um é superior ao outro. 

Em Anne, eu pude notar o quanto foi difícil se manter escondida, conviver com pessoas egoístas, não poder estudar e levar uma vida normal e digna como qualquer ser humano. Helga, por outro lado, me abriu ainda mais os olhos para as limitações e humilhações as quais os judeus foram submetidos, de como foram forçados àquilo e de como eles se resignaram sem demonstrar emoções — para não dar aos "alemães puros" o que eles queriam: a tristeza em seus olhos. Helga me trouxe a realidade de dentro dos campos de concentração: como era a organização, os hábitos alimentares, a proliferação das doenças, as mentiras frequentes sobre "transferências" para outros campos — que geralmente significava o extermínio dos "transferidos".


Além dos relatos diários, existem também muitos desenhos (os dessa postagem são originários da obra) feitos pela própria Helga que enriquecem a história e ajudam o imaginário na visualização do ambiente descrito.

É um livro que, pelos seus relatos, implora que histórias como a dessa menina não se repitam. O legado desse regime que desconhece o respeito ao próximo, o direito à vida, a dignidade em todos os aspectos é nefasto e serve de lição para o futuro. A única crítica é que a editora utilizou-se do diário de Anne para promover o de Helga, o que faz parecer que este último é algo como "mais do mesmo". No entanto, a vida de Helga durante o holocausto é retratada em outro ponto de vista, afinal Anne ficou confinada num esconderijo e Helga nos repugnantes campos de concentração.


Ainda fazendo comparações, digo que "A menina que roubava livros" é uma droga perto dessas narrativas reais, mas não apenas por isso e sim, principalmente, porque a ideia de Zusak foi brilhante, porém muito mal aproveitada. Se você quer conhecer mais sobre como se desenvolveu a política do holocausto sobre os judeus, leia os diários. 


17 de setembro de 2013

Um Dia, de David Nicholls

Diz a tradição popular inglesa que o dia 15 de julho é um mistério. Se chover nesse dia, choverá por mais 40 dias; se não chover, não choverá por 40 dias. Se é verdade eu não sei, mas pelo menos para Dex e Em, 15 de julho é sempre um dia especial.


Emma Morley e Dexter Mayhew se conheceram na formatura da faculdade em 1988. Após passarem apenas uma noite juntos, a vida de ambos nunca mais será a mesma, pois mesmo passando tempos sem se falar, Emma e Dexter não param de pensar um no outro. 

Cada um vai vivendo a vida que nunca sonhou: Dexter ao decorrer do livro vira um beberrão, depois fica famoso; Emma trabalha de garçonete a professora. Os encontros de ambos são sempre engraçadíssimos e cheios de coisas inimagináveis, o livro é sempre uma surpresa, cada 15 de julho é único. 


Prepare-se para viajar pela Europa na década de 90 e, se você lê no metrô ou no ônibus, tente controlar as risadas e as lágrimas. Eu não sei vocês, mas sempre me envolvo com a história e me emociono muito! (Ou seja, eu fico rindo horrores e chorando por qualquer coisa).
Eu confesso que demorei um pouquinho para ler, mas conforme as coisas foram se "encaixando", fui sendo envolvida pela história. O David Nicholls soube escrever um romance moderno e real. 

O livro recebeu uma ótima crítica por toda Europa e foi sucesso de vendas, o que levou a produzirem um filme estrelado pela lindíssima Anne Hathaway e pelo Jim Sturgess, fazendo o livro mais famoso ainda.


Vocês já leram? O que acharam? Críticas e sugestões, deixem comentários. 

Talita Neres é a nova colaboradora do Espelho. 
Ela tem 17 anos, mora em Brasília 
e é amante da literatura e da fotografia.

21 de abril de 2013

Curiosidades literárias


Você sabia que na versão original de "A bela adormecida o príncipe estupra a princesa enquanto ela dorme? Aliás, os contos de fadas originais não tinham nada de românticos. Depois de muitas adaptações, principalmente as da Disney, é que as histórias foram "lapidadas" para as crianças das últimas décadas. Anteriormente, os contos eram recheadas de bizarrices e sanguinolências. Se você ficou curioso e quer saber sobre mais alguns deles, veja aqui.

A autora J.K. Rowling revelou que o diretor de Hogwarts, Albus Dumbledore, era gay e viveu uma paixonite por Grindewald. Além do mais, segundo a imprensa britânica, Rowling é hoje mais rica do que a rainha da Inglaterra. 

Ah, mas dessa você não sabia! Existe um lugar em Bangladesh chamado Nárnia! Infelizmente, ele está longe de ser encantador como o tal mundo fictício, mas vale a pena dar uma olhada.


A obra prima de Lewis Carroll, "Alice no país das maravilhas", chegou a ser proibida na província de Hunan, na China, por conter animais agindo como seres humanos. Engraçado, não? Tanto humano agindo como animal por aí nos livros e na realidade...

Sidney Sheldon foi o único escritor a receber três dos mais cobiçados prêmios da indústria cultural norte-americana: o Oscar (cinema), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura de suspense).

Bom, por hoje é só pra não esgotar minhas notícias hahaha, mas, se vocês gostarem, posso trazer mais, quem sabe?

10 de abril de 2013

Capas para livros, você já viu?

Às vezes, quando vejo certas invenções, penso que "o povo não tem mais o que criar". E é aí que me engano! Vagando outro dia descobri uma ideia muito bonitinha e útil: capas para livros. Suponho que elas foram inspiradas nas capas para notebook/tablet e prometem ser a solução para evitar o estrago das quedas, do transporte e do tempo.

Geralmente são trabalhos artesanais e podem ser encontrados em sites como o Tanlup e o Elo 7 [tente também termos como porta livro, case para livro]. Tem muitos modelos legais por aí! Você pode comprar ou fazer o seu.

Estampa de cupcake e acompanha estojinho!
Esse é a mais linda de todas!
E essa então?

19 de fevereiro de 2013

Depósito de trechos de livros

Há um ano, eu tive uma ideia. Não era inovadora, mas preenchia meus dias. Desde pequena (aliás, nunca deixei de ser) sou leitora assídua, gosto de guardar/sublinhar/grifar os trechos mais legais dos livros. Como todo mundo, costumo pegar livros emprestados... E minha mãe sempre me diz: “Emprestado? Cuidado dobrado!”. Não dá pra sair riscando livros dos outros, não é? Me restava transcrever tudo num caderninho – o que era um trabalho bem chato, mas recompensador quando eu parava pra reler aqueles pequenos fragmentos. Bom, foi aí que eu resolvi fazer uma página no Facebook pra compartilhar todos os trechinhos que eu havia selecionado durante minha carreira de “grifadora”. Hoje, eu e mais duas amigas (Lila e Ailma) a alimentamos quando podemos. Uma coisa eu adianto: lá você só irá encontrar escritores gênios da literatura. Então, se você gosta de Crepúsculo, Diários de vampiro, livros de Nicholas Sparks e similares... Desculpa, essa página não te serve. Ah, sim! Também damos dicas de tumblrs e blogs sobre o assunto. Aí vão algumas imagens que já postei por lá.
Se você também gosta de fazer isso, manda pra a gente o seu trecho ou imagem através de mensagem. Adoraríamos recebê-las! 


Essa aqui foi extraída de "O menino do dedo verde", de Maurice Druon.




Até lá!

14 de fevereiro de 2013

O diário de Anne Frank

4/5

-------------------> Conteúdo com spoiler <-------------------
Quase sempre aproveito para ler nas férias. E já que estas parecem ilimitadas por tempo indeterminado agora que terminei o ensino médio, acelerei a minha meta.
Um dos livros lidos foi "O diário de Anne Frank". Tenho postado inúmeros trechos dele na minha página do Facebook, como já falei aqui.
Estou me adaptando a esta onda de fazer resenhas. Serve para reavaliar e aumentar o meu senso crítico.
Anne sempre foi uma menina agitada e falante, o que muitas vezes enchia a paciência das pessoas. O desafio de viver escondida e limitada foi difícil de ser aceito, mas ela jamais deixou de agradecer e compreender porque tinha que estar ali, no Anexo Secreto.

Ambientado na Holanda, o diário relata não somente os aspectos políticos da invasão alemã, mas também a própria vida de Anne e sua família junto às outras pessoas com quem dividiam o Anexo.
Kitty - este é o nome do diário - é tratada como uma amiga, posto que Anne teve de ser privar do contato com as suas e por admitir que não tinha uma amida de verdade.
Os conflitos com a mãe e o seu romance com Peter dão lugar aos embates internos e nos fazem esquecer, por um momento, de que ela sofre de um problema maior: a guerra.
As passagens em que descreve o tratamento destinado aos judeus me deixaram bastante sensível. A liberdade restrita, as humilhações e a violência, retratam um apartheid muito anterior ao da África, talvez até mais severo.
Que a história de Anne não se repita jamais! Imagine como teria sido bom se ela ficasse viva no pós guerra (Anne morreu num campo de concentração, alguns dias depois de Margot, sua irmã) e pudesse nos contar mais, se tivesse a chance de realizar os seus sonhos.
Essa história triste serve para abrir nossos olhares sobre a crueldade humana e para incentivar as pessoas na luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

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