comédia romântica
Para quem já ouviu falar, mas ainda não assistiu, eu tenho um recado do próprio filme: você tem que saber, de antemão, que essa não é uma história de amor. E é muito importante que você leve essa frase à sério. Tom (Joseph Levitt) é um cara sem perspectivas que trabalha criando cartões de felicitação para uma empresa, ele acredita que só conseguirá ser plenamente feliz no dia em que encontrar o verdadeiro amor da sua vida. É aí que ele conhece Summer (Zooey Deschanel), uma puta gata, estranha e divertida. É uma história de amor (que não é de amor, insisto) invertida, onde o homem é que espera pela sua princesa encantada. Acredito que esta é a sacada maior do filme, mais brilhante que o próprio final — que eu não vou contar, claro. Eu fiquei um pouco traumatizada por não estar habituada a ver/viver um relacionamento como o deles. Por vezes, quis que Summer morresse, mas alguns amigos me ajudaram a entendê-la melhor: Summer é realista, linda, espirituosa, autêntica, inteligente e livre e a todo momento ela esclareceu a Tom suas pretensões. O importante é que um fez bem ao outro.
Summer: — Eu não acredito em amor.
Tom: — Por que não?
Summer: — Pòrque ele não existe!
Tom: — Como sabe que ele não existe?
Summer: — Como sabe se ele existe?
Tom: — Vai saber quando sentir.
Na Natureza Selvagem | Into the Wild
Drama/Aventura
Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado que deseja alcançar o seu ideal de liberdade viajando sozinho pelos EUA. Assumindo o pseudônimo de Alexander Supertramp, ele abdica de qualquer contato familiar e segue numa longa jornada através do país conhecendo pessoas e modificando a vida delas mais do que elas modificam a dele. Determinado a viver uma aventura ainda maior, ele parte para o frio rigoroso e selvagem do Alasca. O personagem me pareceu muito egoísta e estúpido, não consegui, em nenhum momento, enxergá-lo como corajoso ou aventureiro. A atuação de Emile Hirsch é impecável, mas o personagem, definitivamente, não me conquistou. Esse tal espírito aventureiro de Chris/Alex levou-o à estupidez e ninguém me tira isso da cabeça, pois é a história real de um homem que tinha muito para contar até cometer "suícidio". O filme é salvo pela crítica ao materialismo exacerbado da sociedade americana, pronto. Ah, Kristen Stewart aparece débil, com cara de nada e com um papel sem personalidade, como é sua tradição. Ao todo, o filme não emociona.
"A felicidade só é verdadeira quando compartilhada"







