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27 de agosto de 2014

4 filmes para ver nas férias (parte 1)

500 Dias com Ela | 500 Days of Summer
comédia romântica
Para quem já ouviu falar, mas ainda não assistiu, eu tenho um recado do próprio filme: você tem que saber, de antemão, que essa não é uma história de amor. E é muito importante que você leve essa frase à sério. Tom (Joseph Levitt) é um cara sem perspectivas que trabalha criando cartões de felicitação para uma empresa, ele acredita que só conseguirá ser plenamente feliz no dia em que encontrar o verdadeiro amor da sua vida. É aí que ele conhece Summer (Zooey Deschanel), uma puta gata, estranha e divertida. É uma história de amor (que não é de amor, insisto) invertida, onde o homem é que espera pela sua princesa encantada. Acredito que esta é a sacada maior do filme, mais brilhante que o próprio final  que eu não vou contar, claro. Eu fiquei um pouco traumatizada por não estar habituada a ver/viver um relacionamento como o deles. Por vezes, quis que Summer morresse, mas alguns amigos me ajudaram a entendê-la melhor: Summer é realista, linda, espirituosa, autêntica, inteligente e livre e a todo momento ela esclareceu a Tom suas pretensões. O importante é que um fez bem ao outro. 
Summer:  Eu não acredito em amor.
Tom: — Por que não?
Summer: — Pòrque ele não existe!
Tom: — Como sabe que ele não existe?
Summer: — Como sabe se ele existe?
Tom: — Vai saber quando sentir.




Na Natureza Selvagem | Into the Wild
Drama/Aventura
Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado que deseja alcançar o seu ideal de liberdade viajando sozinho pelos EUA. Assumindo o pseudônimo de Alexander Supertramp, ele abdica de qualquer contato familiar e segue numa longa jornada através do país conhecendo pessoas e modificando a vida delas mais do que elas modificam a dele. Determinado a viver uma aventura ainda maior, ele parte para o frio rigoroso e selvagem do Alasca. O personagem me pareceu muito egoísta e estúpido, não consegui, em nenhum momento, enxergá-lo como corajoso ou aventureiro. A atuação de Emile Hirsch é impecável, mas o personagem, definitivamente, não me conquistou. Esse tal espírito aventureiro de Chris/Alex levou-o à estupidez e ninguém me tira isso da cabeça, pois é a história real de um homem que tinha muito para contar até cometer "suícidio". O filme é salvo pela crítica ao materialismo exacerbado da sociedade americana, pronto. Ah, Kristen Stewart aparece débil, com cara de nada e com um papel sem personalidade, como é sua tradição. Ao todo, o filme não emociona.

"A felicidade só é verdadeira quando compartilhada"

21 de agosto de 2014

Texto: Psychedelic mind

Querido, eu quero apagar as luzes e dançar ao som de Lana sob as luzes do meu abrir e fechar de olhos. Porque eu sou louca, baby. Eu vou descer essas escadas e sair correndo, eu sou perturbada e um carro quase me pegou. Eu vou tomar o drink da mão daquele cara, eu vou tomar, eu vou aceitar dos estranhos. As luzes inexistentes ainda estão a piscar. Você se incomoda com isso? É divertido e pisca no ritmo da minha corrida. Eu amo você, baby. Eu amo você. Eu sucumbi ao delírio, venha comigo, venha. Dança e olha para o céu que é o mais bonito de tudo nesse mundo, mas tem também o mar. As tuas vibrações com as minhas, põe teus dedos rente aos meus. Vem comigo, vem. Tem de vir dançando. Somos duas estrelas cadentes agora, alguém nos verá e poderá fazer duas súplicas. 
Você não quer vir? Você quer fazer amor? Então faremos. Chama-me de Carmim, de Scarlet e Rubi. As minhas bochechas elas estão da cor do pôr do sol. Sublime. É amor e posso sentir, você também? Esse suspiro diz que sim. Deite aqui do meu lado. Sua pele, ela é tão bonita e dourada de sol. Você prefere o mar e eu acho que você tem razão. Você entende tudo o que eu falo? Alguns dizem que eu estou doente e cada vez que eu ouço isso, baby, eu tenho vontade de mergulhar mais em mim mesma. As pessoas não valem nada e você vale tudo. Agora me dê um gole disso aí. Sabe, minha infância foi tão confusa, você conhece a minha história. Eu cresci, mas as memórias, a gente não tem a opção de apagá-las, elas me fazem padecer. E é por isso que nós bebemos não é? Para percorrer outros caminhos da mente. É bom ter você aqui, é lindo que você esteja segurando a minha mão enquanto eu falo. Posso deitar sobre o seu corpo? O amor é a droga mais forte, a alucinação mais louca e inexplicável, é o melhor êxtase que existe, não é, meu amor? 

Fotos: Alexandra Valenti

23 de setembro de 2013

17 de setembro de 2013

Um Dia, de David Nicholls

Diz a tradição popular inglesa que o dia 15 de julho é um mistério. Se chover nesse dia, choverá por mais 40 dias; se não chover, não choverá por 40 dias. Se é verdade eu não sei, mas pelo menos para Dex e Em, 15 de julho é sempre um dia especial.


Emma Morley e Dexter Mayhew se conheceram na formatura da faculdade em 1988. Após passarem apenas uma noite juntos, a vida de ambos nunca mais será a mesma, pois mesmo passando tempos sem se falar, Emma e Dexter não param de pensar um no outro. 

Cada um vai vivendo a vida que nunca sonhou: Dexter ao decorrer do livro vira um beberrão, depois fica famoso; Emma trabalha de garçonete a professora. Os encontros de ambos são sempre engraçadíssimos e cheios de coisas inimagináveis, o livro é sempre uma surpresa, cada 15 de julho é único. 


Prepare-se para viajar pela Europa na década de 90 e, se você lê no metrô ou no ônibus, tente controlar as risadas e as lágrimas. Eu não sei vocês, mas sempre me envolvo com a história e me emociono muito! (Ou seja, eu fico rindo horrores e chorando por qualquer coisa).
Eu confesso que demorei um pouquinho para ler, mas conforme as coisas foram se "encaixando", fui sendo envolvida pela história. O David Nicholls soube escrever um romance moderno e real. 

O livro recebeu uma ótima crítica por toda Europa e foi sucesso de vendas, o que levou a produzirem um filme estrelado pela lindíssima Anne Hathaway e pelo Jim Sturgess, fazendo o livro mais famoso ainda.


Vocês já leram? O que acharam? Críticas e sugestões, deixem comentários. 

Talita Neres é a nova colaboradora do Espelho. 
Ela tem 17 anos, mora em Brasília 
e é amante da literatura e da fotografia.
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