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23 de fevereiro de 2014

Invisíveis e infinitos


Lançado no final de 2012, o filme "As vantagens de ser invisível" logo invadiu as filas da pipoca de muita gente, inclusive a minha. Tudo começa quando Charlie ingressa no ensino médio e demonstra-se bastante nervoso para o primeiro dia de aula. Ele é um garoto incomum e sofre de uma doença mental que o faz ter bastante dificuldade de se relacionar com as pessoas. Além de tudo, o jovem ainda tenta se recuperar de duas grandes perdas em sua vida: o recente suicídio do melhor amigo e o acidente da sua tia Helen.

Os primeiros dias de aula são iguais ou piores que seus pesadelos: Charlie permanece sendo ignorado e sofre chacotas por ser inteligente. Talvez essa parte possa parecer bastante comum de filmes escolares, onde os nerds são manés e os malandros são "os caras". Mas engana-se quem vai por aí. Ao conhecer Sam e Patrick, um casal insano de meio-irmãos, Charlie passa a interagir e criar laços de amizade que o fazem sentir-se parte de um grupo. A trilha sonora que acompanha esses momentos é rica e deliciosa. The Smiths! Sing me to sleep... Sing me to sleeep! I'm tired!


Após alguns encontros, Charlie descobre que Patrick é gay e namora ocultamente o jogador de futebol Brad Hays, ex-colega do seu irmão mais velho.  Depois de prometer segredo, ele acompanha os irmãos numa aventura arriscada, mas emocionante e que constitui uma das cenas mais empolgantes do filme. Ao som de Heroes (David Bowie), atravessam de carro um enorme túnel iluminado e Charlie jura que nesse momento ele pode sentir o infinito.

"We can be heroes, just for one day"

31 de outubro de 2013

Personagens que deveriam ter se conhecido


O que elas têm em comum? Rejeitadas ou infelizes na realidade dos seus mundos, todas fugiram para universos fictícios, onde suas loucuras particulares eram compreendidas ou onde a fantasia lhes permitia alguma espécie de distração. Alice caiu na toca do Coelho e foi parar no incrível País das Maravilhas, Dorothy rodopiou três vezes até chegar na magnífica Terra de Oz, Coraline conseguiu abrir a menor portinha de sua casa e deparou-se com o fantástico e aterrorizante Mundo Secreto e, por fim, Matilda que dedicou-se ao interessante e surpreendedor Paraíso da Leitura.

Alice, Dorothy, Coraline e Matilda: O clubinho das incompreendidas

AS CORES
Se observamos bem a foto acima e os filmes, podemos constatar uma cor predominante nos trajes das personagens: o azul. Analisando a simbologia da cor e a personalidade das personagens, notam-se algumas variações de significado. Num trabalho realizado por Antônio Porto e Clécio Dias (graduados em Arte, Design e Multimídia pela UNIT), no qual especula-se sobre os efeitos psicológicos das cores, é relatado que o azul representa o sonho, os domínios profundos do espírito, os devaneios mentais. Estes são os aspectos que estimulam a imaginação e daí temos a idealização dos universos paralelos e fictícios.

Não é que se encaixa no perfil das histórias de nossas mocinhas? As cores agem como construtoras do ser, assim como também reforçam as próprias características que produzem, funcionando aqui como reflexo da íntima personalidade de cada uma.

ANIMAIS
Bastante solitárias, nossas meninas dispunham apenas da companhia de seus animais. Um gato preto acompanha de perto cada passo de Coraline e é este quem sutilmente lhe guia para a descoberta da verdade por trás do Mundo Secreto. A felicidade e a cor de Dorothy só sobreviveram graças à Totó, seu cachorro. Não fosse por ele, ela teria se tornado cinza, tal como seus tios. Já Alice, tinha sua gatinha Diná e os incontáveis seres do País das Maravilhas, a começar pelo Coelho Branco.

VIDA
A vida tediosa dessas meninas só era preenchida pelas suas curiosidades e devaneios. Matilda, inteligente e incompreendida por seus pais ignorantes, cresceu sozinha e muito cedo aprendeu a falar e logo também a ler. Coraline era muito solitária, passava o dia explorando cada canto de sua nova casa e dos arredores em busca de algo que lhe fosse interessante. Dorothy, apesar de muito alegre, vivia num ambiente árido e cinzento, onde nada tinha graça ou cor; seus tios renderam-se à essa paisagem e por isso perderam a alegria. Alice, por sua vez, era tão inconformada com seu mundo que criou outro para si, ainda que idealizado e restrito ao sonho.

PAIS AUSENTES
Outro fato comum nas narrativas é a ausência dos pais. Dorothy era orfã, Matilda enjeitada pelos seus pais, Coraline era esquecida porque os seus sempre estavam ocupados e em Alice as figuras de pai e mãe sequer são mencionadas relevantemente. A carência e o tédio pela falta de relações sadias e divertidas levaram essas personagens para os campos mais extraordinários da imaginação. Essas ausências revelam o abandono, relegando as personagens à solidão, estado esse que abre as portas para a imaginação, para a reflexão e, por outro lado, para a tristeza...

HISTÓRIA INFANTIL
Estive pensando em como seria uma história onde essas personagens estivessem reunidas, qual tipo de aventuras elas teriam, os diálogos, a relação com os outros personagens das narrativas, a amizade. Você tem algum palpite?
Minha ideia está dada, agora deixo para algum autor mais disposto e entendido. Só digo uma coisa: eu quero ler e passar para minhas gerações!

26 de março de 2013

Meus casais favoritos

Marcelo Camelo e Mallu Magalhães
Esse casal compartilha a paixão e o trabalho com música. Mallu é fusão de folk e MPB, Marcelo é bossa.
Aquela polêmica referente à diferença de idade entre os dois logo se diminuiu porque a moça provou, aos poucos, que era muito além de uma garotinha de dezesseis anos que virou hit na internet. Mallu se tornou mulher e traduz isso notadamente em uma de suas letras mais recentes, "Velha e Louca". Camelo parece tão feliz e in love com o "toque dela" que permanecem juntos desde 2008!

Tim Burton e Helena Borham Carter (e Johnny Depp)
Eu só queria um deles, bitch!
Eleitos a mulher mais maltrapilha do mundo e arauto dos esquisitos, esses dois pouco se importam com o que dizem a respeito de ambos e seguem pela contramão dos padrões considerados normais. Tim é cineasta e Helena é atriz, pronto! Poderia ser o par perfeito se Tim não fosse corno de Johnny Depp. E o pior, corno socialista! Não se importa em dividir com os outros. Portanto, correção, esse é meu triângulo favorito.

Dani Calabresa e Marcelo Adnet

Dani e Adnet dão um lição de como ser feliz a dois. É o tipo de casal que leva quase tudo na base do humor e desse jeito são felizes para sempre rs. Unidos pela MTV, separados pela Globo e Band, apenas. Juntos ou não, me fazem rachar de rir.

Fátima Bernardes e William Bonner

Não poderia deixar de citar aqueles que há pouco tempo atrás nos recebia com um "boa noite". Fátima resolveu inovar e saiu do JN (tan-tananam-na-na-nam) para se "encontrar". E desde então Bonner passa as noites com Patrícia Poeta.  

Gostaram? Quais os seus casais favoritos?
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