Mostrando postagens com marcador alice no país das maravilhas. Mostrar todas as postagens

29 de dezembro de 2014

Itens inspirados em Alice no País das Maravilhas

Quando gostamos muito de algo queremos quase que decorar nosso mundo com aquilo. Eu, por exemplo, não me incomodaria de ter uma escova de dentes de Alice, uma havaiana de Alice; caneta, caderno, borracha, lápis, classificador de Alice; brinco, colar, anel, pulseira de Alice... Às vezes sou assim mesmo, ajo como criança que compra um bolinho só porque tem o desenho do Bob Esponja na embalagem.   

Como eu desejo que o blog seja um portal de assuntos sobre o País das Maravilhas, trago hoje uma seleção de itens que têm relação com essa história fantástica.

Espelho | Borrachinha (não vende mais #todaschora) | Porta-anel

Camisa roxa | Blusa Xadrez | Porta-bijouterias em forma de livros | Formas para cupcake



Existem outras lojinhas que vendem itens inspirados em Alice no País das Maravilhas, como a: What Alice Found, Wantz e Miss Vanilla.

Deu trabalho fazer esse post, mas adorei e já estou ansiosa pelo próximo.

3 de abril de 2014

Caricatura inspirada em Alice no País das Maravilhas

Há um tempo atrás participei de um concurso no blog Apenas um Hobbie e ontem recebi a notícia de que havia vencido. Ganhei uma ilustração digital e uma blusinha linda! A Camila Nogueira, dona do blog, foi muito atenciosa comigo e super eficiente na entrega da ilustração. Estou muito satisfeita, até coloquei o desenho no perfil do face e também aqui no Espelho. Vejam que lindo! Ela fez em duas versões: uma com batom rosinha e outra [depois que uma amiga exigiu] com vermelho.
Camila entendeu direitinho a minha ideia e fez o desenho muito rápido. Adorei cada detalhe!


Gostou do trabalho da Camila? Entre em contato com ela pelas redes sociais: facebooktwitter, instagram ou o blog Apenas um Hobbie e solicite a sua "caricatura".

7 de março de 2014

Eu assisti: Once Upon a Time in Wonderland

Após o grande sucesso da série estadunidense Once Upon a Time baseada em contos de fadas, seus autores acharam conveniente criar um spin-off (uma espécie de derivação/ramificação) intitulado de Once Upon a Time in Wonderland. As duas séries mesclam histórias clássicas criadas para o universo infantil. Na primeira versão, aparecem as seguintes: Branca de Neve e o Caçador, Cinderela, Mulan, A Bela e a Fera, Chapeuzinho Vermelho, Pinóquio, Robin Hood, Peter Pan, Alice no País das Maravilhas, dentre outros. No spin-off, há uma conexão entre o País das Maravilhas e Agrabah, onde Jafar, o maior vilão da história de Aladdin, deseja conseguir a garrafa do gênio Cyrus e tornar-se o mais poderoso feiticeiro de todos os mundos. O gênio e Alice se apaixonam e um vai ensinando ao outro como sobreviver diante da hostilidade e imperfeição dos mundos mágicos.


[CONTEÚDO COM SPOILER, MUITO SPOILER rs]
Once Upon a Time in Wonderland se passa em Londres, no século XIX durante a era vitoriana. Após sumir por vários dias, Alice retorna para casa com seus relatos de terras longínquas e esquisitas, deixando seu pai atônito. Coelhos brancos, lagartas fumantes, cogumelos gigantes, comidas e bebidas capazes de alterar o seu tamanho físico, baralhos que falam, monstros terríveis, uma rainha vermelha assassina, um gato invisível. Todos acham que a garota está mentindo, pois ainda é uma criança e é comum elas inventarem histórias. No entanto, Alice torna-se adulta e continua a contar e a crer nessas suas aventuras através desse mundo, para onde fugia e sumia com frequência. Seu pai como último recurso decide interná-la porque acredita que ela pode estar delirando; os médicos então sugerem uma suposta lobotomia, um antigo procedimento cirúrgico aplicado em pessoas esquizofrênicas e que promete fazê-la esquecer de tudo, inclusive da dor causada pela suposta perda de Cyrus. Resta à Alice, a escolha de assinar ou não. Dentre as opções que tem: ficar internada eternamente ou esquecer, ela assina.


No dia seguinte, data de realização do procedimento, o Valete e o Coelho Branco raptam-na e contam-lhe que Cyrus vive! Um portal é cavado para o País das Maravilhas e eles se dirigem até lá. Achei os gráficos do cenário do país meio pobrinhos e me decepcionei um pouco, esperava mais maravilhas como aquelas flores esquisitas por todos os cantos e mais bichos e insetos bizarros. No começo, até que esses recursos são explorados, mas depois essas criaturas somem e não têm mais espaço. Descobrimos então que o retorno de Alice é uma jogada da Rainha Vermelha que, auxiliada pelo traidor Coelho, seus olhos e ouvidos, O castelo da Rainha não é tão majestoso quanto eu desejei que fosse, menos um ponto para os gráficos. Mas, por outro lado, os vilões são extremamente impiedosos e não perdem tempo com ~seres dispensáveis~, somando dois pontos rs. Jafar e a Rainha mantém um acordo e têm planos de fazer com que Alice faça o que desejam: que ela deseje.


Sabemos que todo gênio concede três desejos à pessoa que lhe encontra. Alice foi a última a abrir a garrafa, portanto, Cyrus é seu gênio. Ao se apaixonar por ela, ele confessa que tem o desejo de ser livre, mas sua vida é realizar o desejo de outras pessoas, o que o faz estar sempre sujeito à elas. Se Alice fizer seus três desejos, Cyrus irá parar na mão de outras pessoas; do contrário, ele será livre e desimpedido para viver o amor. Jafar precisa de Cyrus para se tornar o maior de todos os feiticeiros, mas Alice não abrirá mão do seu amor.


Os atores são realmente muito bons, sobretudo Alice (zilhões de vezes melhor do que a Mia Wasikowska) e a Rainha. Alice é esperta, habilidosa e destemida. Enquanto a Rainha é sagaz, sedutora e preponderante, toda cheia de si, coração de pedra mesmo. O figurino é lindo, gente, tanto os tecidos delicados dos trajes de Alice, quanto o glamour sempre vermelho da Rainha. Dou atenção especial ao momento em que a Alice criança confronta a adulta, é sensacional! Um momento em que há duas versões da personagem: a madura e pura que deseja recuperar o seu amor e a infantil, desfigurada, deturpada e louca que deseja vingança. Um ser duelando consigo mesmo, com suas duas ou mais facetas. Outra coisa legal é que os Tweedles fazem notadamente uma referência a David Bowie!


 Os fatos se conectam muito bem, mas algumas coisas me deixaram meio confusas, talvez porque eu não tenha prestado tanta atenção, ou porque Wonderland é mesmo estranho. Adoro os diálogos e as situações cheias de viradas. Os flashbacks vão nos ajudando a entender melhor as cenas presentes e acho que esse é um recurso que funciona muito bem nessas séries. Ainda estou no 7º episódio da primeira temporada (se é que haverão outras) e o novo saiu ontem, mas ainda não está legendado em português. Para quem quiser assistir online, eis o link: ONCE UPON A TIME IN WONDERLAND - MEGA FILMES 

*Desculpem pela postagem extensa, mas estou sempre me esforçando para fazer desse blog um portal (para Wonderland) de notícias e assuntos relacionados à Alice. 

27 de fevereiro de 2014

Para Maria da Graça

O texto de hoje não é meu. É do senhor Paulo Mendes Campos, uma crônica do livro O Amor Acaba. É longa, gente, mas vale muito a pena ler, acredite. Pode mudar o seu eu e irá te inspirar a levar e ver a vida de um outro modo. Descobri recentemente por indicação de uma leitora daqui do blog e, meu Deus, como agradeço! E como sou tola de não me deparar com ele antes! Vou imprimir e ter sempre comigo para a eternidade, para as diversas situações que a vida nos proporciona nas quais devemos aplicar sempre a loucura. Erasmo de Rotterdam teria se orgulhado desse texto. 

Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos

Quando ela chegou à idade avançada de 15 anos eu lhe dei de presente o livro Alice no País das Maravilhas.


Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucuras. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca.

Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego"?

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.

A sozinhez (esquece esta palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. "A porta do poço!". Só as criaturas humanas, nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados, conseguem abrir uma porta bem fechada e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.

Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e tens a presunção petulante de esperar dela grandes consequências.

Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece geralmente às pessoas que comem bolo. Maria, há uma sabedoria social ou de bolos; nem toda sabedoria tem de ser séria ou profunda.

A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: "Oh, I beg your pardon!" Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostaria de gatos se fosse eu?"

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os corredores chegam exausto a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não conseguirá saber quem venceu. Para o bolso: se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.


Disse o ratinho: "Minha história é longa e triste!" Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: "Minha vida daria um romance." Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois um romance é só o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: "Minha vida daria um romance!" Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.

Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: "Devo estar diminuindo de novo". Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.

E escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuindo tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida toda uma quantidade imensa de camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem-disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nosso domínio disfarçado de camundongo. Mas como tomar o pequeno por grande e o grande por queno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor. Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixa preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de sofrimento ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.

Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um um lago, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".

Conclusão: a própria dor tem a sua medida. É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.

2 de novembro de 2013

Chás inspirados em clássicos da literatura


Inspirados em clássicos da literatura esses chás foram desenvolvidos a partir do manual "11 regras de ouro para a perfeita xícara de chá", do autor George Orwell retirado de "The Artists' and writers' cookbook".

Aqui estão meus favoritos, como já era de se esperar: 
Na embalagem estão descritos os elementos/ervas que compõem o chá. 

"Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta!"

31 de outubro de 2013

Personagens que deveriam ter se conhecido


O que elas têm em comum? Rejeitadas ou infelizes na realidade dos seus mundos, todas fugiram para universos fictícios, onde suas loucuras particulares eram compreendidas ou onde a fantasia lhes permitia alguma espécie de distração. Alice caiu na toca do Coelho e foi parar no incrível País das Maravilhas, Dorothy rodopiou três vezes até chegar na magnífica Terra de Oz, Coraline conseguiu abrir a menor portinha de sua casa e deparou-se com o fantástico e aterrorizante Mundo Secreto e, por fim, Matilda que dedicou-se ao interessante e surpreendedor Paraíso da Leitura.

Alice, Dorothy, Coraline e Matilda: O clubinho das incompreendidas

AS CORES
Se observamos bem a foto acima e os filmes, podemos constatar uma cor predominante nos trajes das personagens: o azul. Analisando a simbologia da cor e a personalidade das personagens, notam-se algumas variações de significado. Num trabalho realizado por Antônio Porto e Clécio Dias (graduados em Arte, Design e Multimídia pela UNIT), no qual especula-se sobre os efeitos psicológicos das cores, é relatado que o azul representa o sonho, os domínios profundos do espírito, os devaneios mentais. Estes são os aspectos que estimulam a imaginação e daí temos a idealização dos universos paralelos e fictícios.

Não é que se encaixa no perfil das histórias de nossas mocinhas? As cores agem como construtoras do ser, assim como também reforçam as próprias características que produzem, funcionando aqui como reflexo da íntima personalidade de cada uma.

ANIMAIS
Bastante solitárias, nossas meninas dispunham apenas da companhia de seus animais. Um gato preto acompanha de perto cada passo de Coraline e é este quem sutilmente lhe guia para a descoberta da verdade por trás do Mundo Secreto. A felicidade e a cor de Dorothy só sobreviveram graças à Totó, seu cachorro. Não fosse por ele, ela teria se tornado cinza, tal como seus tios. Já Alice, tinha sua gatinha Diná e os incontáveis seres do País das Maravilhas, a começar pelo Coelho Branco.

VIDA
A vida tediosa dessas meninas só era preenchida pelas suas curiosidades e devaneios. Matilda, inteligente e incompreendida por seus pais ignorantes, cresceu sozinha e muito cedo aprendeu a falar e logo também a ler. Coraline era muito solitária, passava o dia explorando cada canto de sua nova casa e dos arredores em busca de algo que lhe fosse interessante. Dorothy, apesar de muito alegre, vivia num ambiente árido e cinzento, onde nada tinha graça ou cor; seus tios renderam-se à essa paisagem e por isso perderam a alegria. Alice, por sua vez, era tão inconformada com seu mundo que criou outro para si, ainda que idealizado e restrito ao sonho.

PAIS AUSENTES
Outro fato comum nas narrativas é a ausência dos pais. Dorothy era orfã, Matilda enjeitada pelos seus pais, Coraline era esquecida porque os seus sempre estavam ocupados e em Alice as figuras de pai e mãe sequer são mencionadas relevantemente. A carência e o tédio pela falta de relações sadias e divertidas levaram essas personagens para os campos mais extraordinários da imaginação. Essas ausências revelam o abandono, relegando as personagens à solidão, estado esse que abre as portas para a imaginação, para a reflexão e, por outro lado, para a tristeza...

HISTÓRIA INFANTIL
Estive pensando em como seria uma história onde essas personagens estivessem reunidas, qual tipo de aventuras elas teriam, os diálogos, a relação com os outros personagens das narrativas, a amizade. Você tem algum palpite?
Minha ideia está dada, agora deixo para algum autor mais disposto e entendido. Só digo uma coisa: eu quero ler e passar para minhas gerações!

21 de outubro de 2013

Colleen Atwood: A figurinista queridinha de Tim Burton

Assim como ocorre com a literatura, a moda e o cinema andam relacionados. Os figurinos são capazes de compor a essência dos personagens, por isso a moda atua como construtora de perfis e é pensando nisso que a figurinista Colleen Atwood cria os seus! Colleen foi indicada ao Oscar diversas vezes e, dessas, ganhou três. Costuma trabalhar com frequência para Tim Burton e Jonathan Demme. Não é pouco não minha geente! Na construção de imaginários excêntricos e particulares como os de Tim Burton, temos sua contribuição para Alice no País das Maravilhas que lhe conferiu o Oscar de 2010.

Exposição dos trajes usados no filme de Alice no País das Maravilhas (2010)

Pelo que pude perceber, Colleen se destaca em figurinos de cinema de fantasia como por exemplo os mais recentes "Branca de Neve e o Caçador" e "Sombras da Noite". Numa entrevista para a revista inglesa "Grazia", ela disse que sente um enorme prazer em vestir Johnny Depp, ator que mais vestiu até então devido às suas parcerias com o diretor Tim Burton.

Cena de "Sombras da Noite"
Reparem no detalhismo do figurino de "Branca de Neve e o caçador"!
Além de Alice no País das Maravilhas, Colleen também vestiu outros personagens de filmes de Tim Burton como "Edward Mãos de Tesoura", "Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas" e "Sweeney Todd, o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet", dentre outros. Olhem só essas fotos:

"Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas"
"Sweeney Todd, o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet"
"Edward Mãos de Tesoura"
Eu já vi todos os filmes citados, exceto "Branca de Neve e o caçador" que, vale ressaltar, não é dirigido por Burton. E tendo visto, indico todos! Todos mesmo, principalmente "Peixe Grande", o qual considero uma das maiores obras do diretor, juro! Até quem odeia Tim Burton se ajoelha diante desse filme. Edward é aquele filme clássico de nossa infância vendo Sessão da Tarde em que 11 entre 10 pessoas já viram kkk. Já "Sweeney Todd" é um musical macabro muito bem sucedido, onde um homem que teve sua vida e dignidade roubada retorna para se vingar de uma forma bem inusitada.

O trabalho de Colleen nesses filmes é magnífico, pois podemos perceber o cuidado com os detalhes, as pesquisas e o aprofundamento dedicado à história, as referências estabelecidas com os estilos, os ambientes, as personalidades. É mesmo brilhante e ainda lhe conferirá outros tantos prêmios. Virei fã, vocês também?

29 de setembro de 2013

Playlist: Alice no País das Maravilhas I

Já devem ter percebido que eu sou doente por essas coisas de Alice. Eu saio pesquisando tudo mesmo e é quase improvável que eu nunca tenha visto uma música, uma tatuagem, um desenho, um livro, um jogo, um brinquedo etc, etc inspirado no universo dessa garotinha. Essa semana, escutando algumas músicas aqui, achei que seria legal compartilhar com vocês a minha reunião de músicas wonderlânicas rs. 1, 2, 3 e... JÁ!

1. Lemoskine - Alice

2. Shinedown - Her name is Alice

3. Avril Lavigne - Alice

4. Thaís Gulin e Tom Zé - Ali sim, Alice (favorita)

E aí, gostaram assim? Meio nacional, meio internacional? Já conheciam alguma? Se você gostou mesmo, se liga que eu farei mais playlists com esse tema! Até lá, pessoal!

25 de agosto de 2013

Conheça Anka (antes de todo mundo rs)

Anka Zhuravleva é uma fotógrafa russa, mas atualmente reside em Portugal. Na verdade, Anka já teve muitas profissões: modelo, tatuadora, vocalista de banda de rock, artista plástica... Todas essas alternativas foram um modo de se manter sã após a perda consecutiva dos pais, tentando canalizar a sua perda para a arte como numa espécie de válvula de escape. Ás vezes, quando não consegue lidar com os sentimentos, o álcool lhe salva.

Suas fotografias têm, em geral, um teor lúdico-surrealista, desafiando visão e mente. Segundo o Daily Mail, suas peças mostram semelhanças com a clássica foto de Salvador Dali por Philippe Halsman intitulada de "Dali Atomicus".

Com certeza inspirada na obra de Lewis Carrol, elementos como o chá e o coelho confirmam.
A magia do surrealismo: a mulher levita enquanto luzes saltam de um livro iluminando o ambiente.
Nota-se a exaltação das curvas e da imagem feminina
A exploração do movimento também é frequente
Tributo à "Família Addams"
Uma das fotos mais clássicas intitulada "Pierrot"
Para mim, a sua obra tem graça poética no uso da mulher, na referência à infância, no foco das expressões faciais e nos movimentos. Imagino música clássica tocando... O surrealismo de Anka costuma me remeter ao filme "O mundo imaginário de Dr. Parnassus" e também à Alice no País das Maravilhas.

Se você gostou e quer ver mais sobre o trabalho dela, visite o site oficial, o Flickr ou curta a página Anka Zhuravleva arts

21 de abril de 2013

Curiosidades literárias


Você sabia que na versão original de "A bela adormecida o príncipe estupra a princesa enquanto ela dorme? Aliás, os contos de fadas originais não tinham nada de românticos. Depois de muitas adaptações, principalmente as da Disney, é que as histórias foram "lapidadas" para as crianças das últimas décadas. Anteriormente, os contos eram recheadas de bizarrices e sanguinolências. Se você ficou curioso e quer saber sobre mais alguns deles, veja aqui.

A autora J.K. Rowling revelou que o diretor de Hogwarts, Albus Dumbledore, era gay e viveu uma paixonite por Grindewald. Além do mais, segundo a imprensa britânica, Rowling é hoje mais rica do que a rainha da Inglaterra. 

Ah, mas dessa você não sabia! Existe um lugar em Bangladesh chamado Nárnia! Infelizmente, ele está longe de ser encantador como o tal mundo fictício, mas vale a pena dar uma olhada.


A obra prima de Lewis Carroll, "Alice no país das maravilhas", chegou a ser proibida na província de Hunan, na China, por conter animais agindo como seres humanos. Engraçado, não? Tanto humano agindo como animal por aí nos livros e na realidade...

Sidney Sheldon foi o único escritor a receber três dos mais cobiçados prêmios da indústria cultural norte-americana: o Oscar (cinema), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura de suspense).

Bom, por hoje é só pra não esgotar minhas notícias hahaha, mas, se vocês gostarem, posso trazer mais, quem sabe?

17 de abril de 2013

Alice é o enigma


Alice deparou-se com duas portas em seu caminho. Confusa, ela pôs a mão no queixo  que era como costumava fazer quando tinha que pensar ,  ao ouvir indeterminadas vozes ecoantes.

–  Se fores sábia, entrará pela direita!
–  Se fores madura, entrará pela esquerda!

Nossa pequena, perdida nos seus conflitos interiores, sofria de atelofobia. No mundo dos grandes, todos lhe diziam que ela era desastrada e quase nunca conseguia fazer algo bom, muito bom. Geralmente, as pessoas de lá lhe ditavam o que era mais sensato fazer. Nesse momento, sentia-se numa brincadeira de cabo de guerra. Não porque se considerava sábia ou madura, muito pelo contrário! Estava longe de Alice se sentir uma das duas coisas. Parada estava, parada continuou.

Como as sugestões das vozes divergiam, tudo ficara ainda mais confuso. Alice então sentou e chorou muito. Lá pelas tantas, quando as lágrimas cessaram e o seu rosto já estava agora bem inchado, tornou a olhar para as portas e disse para si mesma "Decido-me a tomar uma decisão!".

E assim se pôs de pé e logo em seguida começou a fazer inferimentos bastante convenientes. "Se eu não for sábia nem madura, a porta não se abrirá". "Antes de tudo, acredito que seria bastante inteligente da minha parte olhar pela fechadura o que me aguarda do outro lado".

Tal como disse, foi lá e fez! Contudo, não enxergava mais que escuridão absoluta enquanto espremia os olhos para ver o que quer que fosse através da fresta. Parou outro instante e pensou  "Como é que abrirei uma porta se nem mesmo tenho a chave?".

Uma voz ecoou novamente.

- A chave é você, menina burra!

15 de abril de 2013

Meu relógio alicesco

Minha irmã chegou aqui em casa com um catálogo de relógios e mandou que eu escolhesse algum. Namorei justamente esse aí, estou muito encantada. Dani, aquela que fez a minha caricatura, não resistiu e comprou um igual!

Não reparem no meu pulso seco rs


"Não havia nada de tão notável nisso; nem Alice achou tão
estranho ouvir o Coelho murmurar para si mesmo, “Ai, meu
Deus! Ai, meu Deus! Estou muito atrasado!” (quando pensou
nisso, bem mais tarde, ocorreu-lhe que deveria ter estranhado;
porém, naquele momento, tudo lhe pareceu perfeitamente
natural). Mas quando o Coelho tirou um relógio do bolso do
colete, deu uma olhada nele e acelerou o passo, Alice ergueu-se,
porque lhe passou pela cabeça que nunca em sua vida tinha visto
um coelho de colete e muito menos com relógio dentro do bolso."

A pulseira é meio aveludada

*Alicesca foi uma palavra que ouvi do meu amigo Matheus quando ele tentava definir essa foto.
* Esse BG é um papel de presente lindo que Lila me doou para forrar minhas caixinhas organizadoras.

22 de março de 2013

Louças inspiradas em Alice no País das Maravilhas

Não deve ser difícil notar minha paixão pelo país das maravilhas... Chego a me imaginar decorando a minha casa ou um aniversário todo baseado no tema. Qualquer coisa relacionada me prende a atenção. Estou sempre procurando notícias, objetos, livros, artigos, músicas e outras tantas coisas que tenham sido inspiradas em Alice. E foi desse jeito que eu descobri a Amorart; uma empresa que trabalha, a princípio, com conceito, e depois, com louças.

Pude perceber que nas peçam prevalecem o estilo vintage e a "pegada" artística. Os valores dos produtos variam muito! Uns são razoavelmente baratos e outros saem bem caros - talvez por se tratarem de obras de arte. Consulte!

Hora do chá!
1. Bule Fechadura, por R$ 126,00
2. Bule Alice, por 126,00
3. Leiteira Chapeleiro, por R$ 112,00
4. Açucareiro Bule, por 112,00

Esses itens fazem parte da coleção "Who Are You?", totalmente inspirada na obra prima de Carroll e que nos remetem automaticamente à famosa Tea Party do livro. Ainda há muito mais! Você pode ver aqui, aqui e aqui.

Nossa como eu queria não ser pobre! Tem tortura pior do que desejar algo e não ter? Morrendo de amores pela leiteira do Chapeleiro :(

8 de março de 2013

Projeto "De A à Z" / LETRA C

Estamos na terceira semana do projetinho fotográfico. Eu e as meninas estamos bastante empolgadas e, se considerarmos nossa ansiedade, chegaremos na letra Z muito em breve.
Resolvi criar uma imagem para ilustrar o projeto, ainda não estou certa se gostei dela. O que vocês acharam? Deixei bem clean, como eu prefiro. Mas falta algo, não sei...

Bom, como eu ia dizendo... Terceira semana, letra C. Aí vão meus cliques! Perdoem a qualidade, minha câmera sumiu... Então teve que ser no celular mesmo.

Meus xodós e amigos de longa data, Coelho Branco e Chapeleiro Maluco.

Cristóvão, meu cachorrinho cheiroso. Ele está vestido com a samba canção de Murilo rs.
Para ver as fotos das outras garotas, clique aqui, aqui, aqui e aqui. rs Estão muito legais!
Nos encontramos de novo na letra D! Um beijo!

5 de março de 2013

Divulgação do blog por marcador de página

Arranjei um jeito legal de divulgar o meu blog aqui pela minha cidade mesmo. Um jeito que tem mais a minha cara do que "tô te seguindo, retribui?" [arg] e que atrairá para cá pessoas que possivelmente eu conheça e se interessem por leitura ou por Alice no país das maravilhas.

Bom, a história é a seguinte: num dos meus momentos ociosos e de devaneios, tive a ideia de criar um marcador de livros para o meu blog. Então, logo me ocorreu que seria legal colocá-lo dentro dos livros da biblioteca municipal para que as pessoas viessem até aqui por curiosidade. Também os enviei para algumas amigas que troco cartas.


Aí está o meu modelo para se inspirarem. O ideal é que vocês imprimam num papel durinho porque folha de ofício não faz volume dentro dos livros.

Está dada a dica!



19 de fevereiro de 2013

Projeto: De A à Z

Os projetos entre blogs são uma forma de interagir e fazer amigos virtuais. Além disso, a gente se diverte e preenche as horas vagas. Foi pensando nisso que eu reuni quatro moças para o tal projeto. São elas: a Angélica, a Gisele, a Giovana e a Nathalia
Sem mais palavras porque é bem fácil de entender.

Semana 1: A
Aniversário de maioridade. Foto combo: aniversário + amigos
Minha linda agenda 2013
Viu? Com meu nome! 


Beijo e até a letra B, pessoal!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...